EMENTA
Este módulo será formado por oito encontros de quatro horas, com periodicidade semanal. Cada encontro de quatro horas será dividido em duas partes. A primeira parte se destina, sobretudo, à apresentação de insumos teóricos e visuais. Na segunda parte, deverá proceder-se a exercícios de dialética crítica, a partir de estudos de caso preparados pelo professor e pelos alunos com base em trabalhos profissionais de design selecionados no dia-a-dia dos participantes. Entre os trabalhos discutidos, poderão incluir-se tanto projetos de design gráfico (tais como: sites comerciais e estritamente informacionais, programas gráficos para computadores, interfaces de telefones celulares, painéis e letreiros luminosos, sinalizações rodoviárias, urbanas e de edificações, formulários, embalagens de alimentos industrializados, catálogos, jornais, revistas e publicações em geral) quanto projetos de design em geral (tais como: produtos eletrônicos, equipamentos de transporte, mobiliário, mobiliário urbano, objetos de design artesanal etc.).
Em enfoque que se espera holístico, todos serão convidados a analisar aspectos de competência técnica, de adequação estética e lingüística e de mérito ético-moral dos projetos. Ainda que enfatizando o design gráfico (também conhecido por programação visual e comunicação visual), o curso incentivará o estabelecimento de análises críticas, associações e paralelos com o campo do design em geral e o da arquitetura.
OBJETIVOS GERAIS
 Contribuir para que profissionais de design exercitem, ainda mais rigorosamente, a crítica da atividade que desempenham, de tal maneira que competências técnicas se vejam complementadas por uma compreensão crítica aprofundada do conjunto de aspectos que compõem cada trabalho profissional.
 Contribuir para uma prática mais aperfeiçoada da atividade do design, com reflexos para a classe profissional, a sociedade e o meio ambiente como um todo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Equipar os alunos com referências teóricas sobre a prática da atividade crítica.
 Expor os alunos à prática da dialética crítica, a partir de grande diversidade de estudos de casos de trabalhos profissionais.
 Estimular os alunos a assumir uma postura propositiva e transformadora da realidade por meio de suas atividades.
METODOLOGIA DE ENSINO
Este curso alternará momentos de exposição de insumos teóricos e visuais aos alunos e momentos de indução de conhecimento, a partir deles, em exercícios de dialética crítica baseados em questões teóricas e projetos profissionais de design.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
 Terminologias e conceitos.
 Funções da crítica.
 Crítica e ética profissional.
 Autoritarismo e relativismo como inibidores da dialética crítica.
 Enfoques: técnico, estético, ético, semiótico e cultural da crítica do design.
 Para que serve o design gráfico? A quem ele serve?
 Objetivos do design, em geral, e do design gráfico, em particular.
 Design, para transformar ou refletir o status quo? Pinóquio e Grilo Falante: ação e reflexão.
 Design modernista. Pensamento crítico na Escola de Ulm. Alexandre Wollner.
 Design pós-moderno.
 Design contemporâneo: Wolfgang Weingart, April Greiman, Neville Brody, Émigré. David Carson,
 Design autoral?
 Poluição visual nas cidades, nos esportes, nos transportes e na mídia. Design e propaganda.
 Design a serviço da linguagem persuasiva.
 Consumismo.
 Meio ambiente.
 Globalização e regionalismo.
 Crítica do design gráfico contemporâneo internacional e brasileiro.
 Design gráfico para um mundo melhor.
 Papel social transformador e civilizatório da crítica.
SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO
Os alunos serão reunidos em grupos de três. Cada grupo deverá desenvolver três atividades. A primeira será um amplo levantamento fotográfico de projetos de design gráfico identificados no dia-a-dia cujas nuances acenem para um rico debate crítico. Deverão, como segunda atividade, selecionar um dado projeto para efetuar uma análise crítica rigorosa de seus múltiplos aspectos e dimensões. A terceira atividade será o redesenho parcial de aspectos identificados pelo grupo como inadequados no trabalho de design anteriormente avaliado (em abordagem metodológica e conceitual semelhante à proposta pelo Teatro do Oprimido de Augusto Boal).
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